Imaginem uma sociedade sem corrupção, sem politicagem barata, sem tráfico de influência, onde todos se respeitam e dignidade, honra, moral, ética são a tônica nas relações humanas. Utopia ou sonho no mundo atual? Parece que sim nobres leitores.
Comecemos pelo círculo de conhecimento, quantas pessoas possuem virtudes e são realmente respeitadoras dos seus direitos e conscientes de seus deveres? Posso ser mais específico. Atos simples: jogar papel no lixo e não nas ruas, respeitar limite de velocidade, não possuir vícios de bebida e fumo, ceder seu lugar aos idosos no transporte público, respeitar as leis, normas e costumes, e por aí vai. Conhece alguém que literalmente pratique atos lícitos e atitudes dignas? Creio que não, talvez um ou outro conhecido isolado pratique um destes atos, o que é uma lástima.
Imagine agora aquelas pessoas que vocês não conhecem, mas que por sua posição social deveriam adotar postura exemplar e exercer sua função pública de forma ética, com moral, transparência, dignidade, honra. Quantas sentenças são proferidas beneficiando os culpados? Inúmeras. Querem exemplo: juizados especiais. A empresa não cumpre com a lei (CDC) e ao invés de exemplarmente punida pela adoção do princípio do desestímulo, é punida de forma leve, cujas condenações indenizatórias (dano moral) se limitam em sua maioria em valores de R$ 500,00 à R$ 2.000,00, onde os juízes invertem os valores, alegando enriquecimento sem causa de quem foi prejudicado, estimulando a empresa a permanecer nos atos lesivos a sociedade, pois melhor enriquecer sem causa na prática de dano ao consumidor, afinal pagar algumas migalhas em nada afetarão sua capacidade econômico-financeira. Autêntico prêmio a quem desrespeita a lei e pratica a injustiça, corroborado pelo judiciário.
Imagine agora aquelas pessoas que vocês não conhecem, mas que por sua posição social deveriam adotar postura exemplar e exercer sua função pública de forma ética, com moral, transparência, dignidade, honra. Quantas sentenças são proferidas beneficiando os culpados? Inúmeras. Querem exemplo: juizados especiais. A empresa não cumpre com a lei (CDC) e ao invés de exemplarmente punida pela adoção do princípio do desestímulo, é punida de forma leve, cujas condenações indenizatórias (dano moral) se limitam em sua maioria em valores de R$ 500,00 à R$ 2.000,00, onde os juízes invertem os valores, alegando enriquecimento sem causa de quem foi prejudicado, estimulando a empresa a permanecer nos atos lesivos a sociedade, pois melhor enriquecer sem causa na prática de dano ao consumidor, afinal pagar algumas migalhas em nada afetarão sua capacidade econômico-financeira. Autêntico prêmio a quem desrespeita a lei e pratica a injustiça, corroborado pelo judiciário.
Pior são aquelas entidades que foram criadas para defender os interesses das classes, sejam profissionais ou sociais. Beneficiam-se de uma arrecadação milionária, não protegem os interesses de seus associados ou afins, pois preferem fazer politicagem barata para que benesses públicas sejam concedidas, ou melhor, "doações públicas" engordem as contas sabe-se lá de quem. Melhor adotar postura negligente com sua missão precípua a desagradar o sistema putrefato que ceifa as expectativas e esperanças de milhões de cidadãos, alijados de seus mais básicos direitos, constantes na Carta Magna, uma letra morta.
Quem discorda desta narrativa, que prove o contrário com fatos verídicos, e não através de pesquisas encomendadas e maquiadas, propalando uma evolução sócio-econômica fictícia. Basta andar pelas ruas para verificar o caos da miséria, da quantidade de mendigos, menores de rua, ou ainda ler nos noticiários a elevada ocorrência de crimes de todo tipo, em sua maioria em função de poder e dinheiro, onde a ética, moral, honra dão lugar à ambição desmedida, inescrupulosidade e ausência de caráter. Aquele que sorri para você poderá amanhã tomar seu dinheiro ou sua vida, bastando ter oportunidade e conveniência.
Quem discorda desta narrativa, que prove o contrário com fatos verídicos, e não através de pesquisas encomendadas e maquiadas, propalando uma evolução sócio-econômica fictícia. Basta andar pelas ruas para verificar o caos da miséria, da quantidade de mendigos, menores de rua, ou ainda ler nos noticiários a elevada ocorrência de crimes de todo tipo, em sua maioria em função de poder e dinheiro, onde a ética, moral, honra dão lugar à ambição desmedida, inescrupulosidade e ausência de caráter. Aquele que sorri para você poderá amanhã tomar seu dinheiro ou sua vida, bastando ter oportunidade e conveniência.
Quem teria a obrigação de zelar pelas leis e se opor (não citarei por questão de ética) se omite e assiste às mazelas sociais como se fosse um filme, mas aparecendo na mídia quando é conveniente visando usufruir da máquina publicitária em proveito próprio. Basta emergir um caso ou fatos sociais relevante, que ganhe dimensões nacionais, lá vem os defensores da hipocrisia com suas bandeiras de dignidade fingida, adotando a falácia, mas passado o momento oportuno, retorna ao "umbiguismo" e "lava suas mãos" quanto aos "pequenos" cidadãos que são despedaçados a todo dia, mortos, eliminados pela falta de saúde, de segurança, de emprego, de justiça social.
A ética, moral, direito deveriam caminhar juntos e exercerem suas influências de maneira incisiva na sociedade, batendo forte sobre "as cabeças" daqueles que trabalham somente em prol do locupletamento, de gerar situações de miséria para amealhar algum, que tiram o pão dos miseráveis para bancar suas mordomias em ambientes refrigerados, carros de luxo, mansões. Fácil separar o trabalhador, o cumpridor de seus deveres daqueles que usurpam as riquezas para si. Bastaria cruzar informações da receita federal, movimentação bancária, não só suas, mas como de toda família. Mas respeitar o sigilo e privacidade destes senhores arautos do caos está garantido pelas leis, pena que as leis que poderia puni-los são esquecidas.
Sou operador do direito, advogado e todo dia convivo não com justiça e sim com injustiça. Avilta-me tal situação. Repudio de forma veemente, mas não possuo poder suficiente para lutar contra tal deturpação do sistema, sou uma peça descartável e vulnerável, que se opondo aos interesses maiores de grupos poderosos seria facilmente eliminado, ou melhor, assassinado pessoalmente ou profissionalmente.
Adoto postura digna, aprendi a valorizar a ética, ter honra, respeitar e lutar pelos direitos das pessoas de acordo com a legislação pátria, mas tal luta é inglória, por mais que se faça, existem outros interesses em jogo que se sobrepõem e fulminam as chances reais de sucesso jurídico.
A cada dia vivencia-se a deteriorização da qualidade de vida, da justiça, da ordem pública e parece não se vislumbrar luz no final deste túnel.
A sociedade é refém deste sistema que remonta à colonização, onde os pobres e desprovidos de tráfico de influência são considerados gado a ser abatido, manipulados (massa de manobra) ao bel-prazer dos sanguessugas da sociedade, que sorvem toda a seiva vital dos cidadãos e oferecem a terra desolada.
A cada dia vivencia-se a deteriorização da qualidade de vida, da justiça, da ordem pública e parece não se vislumbrar luz no final deste túnel.
A sociedade é refém deste sistema que remonta à colonização, onde os pobres e desprovidos de tráfico de influência são considerados gado a ser abatido, manipulados (massa de manobra) ao bel-prazer dos sanguessugas da sociedade, que sorvem toda a seiva vital dos cidadãos e oferecem a terra desolada.
Haja desmatamento na Amazônia, haja massacre de cidadãos nas cidades e campos, haja falta de empregos dignos, haja doenças e mortes por falta de saneamento haja epidemias por falta de capacidade administrativa e desvio de recursos, etc, etc.
Ser ignorante, inculto, pobre, miserável agrada a uma pequena parcela da sociedade, afinal quanto mais existirem tais cidadãos mais sobrará para esta corja.
Mas existe esperança, pois enquanto cidadãos imbuídos de valores e virtudes elevarem suas vozes e adotarem postura exemplar, as chances de reversão continuam vivas, mesmo que como tênue chama, que na escuridão das trevas iluminam, servindo de norte para aqueles que anseiam pela retomada social da ética, moral e direito.
Hoje não importa, a ética era para corrigir, trazer de volta os padrões moral, corrigir os oportunistas que ficam de plantam a espera de uma situação para entrarem em ação. Devemos rever nossa moral para que a ética nos ajude a tornar esse mundo um pouco melhor.
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